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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Detido suspeito de falsa ameaça de bomba em Setúbal

Detido suspeito de falsa ameaça de bomba em Setúbal
Um homem foi detido, esta quarta-feira, em Setúbal, após ter ameaçado fazer explodir uma bomba numa dependência local da Caixa Geral de Depósitos. Posteriormente, foi transportado ao hospital para observações, na sequência de uma "indisposição".

O suspeito, de 60 anos, terá entrado na dependência bancária na Avenida Infante Dom Henrique dizendo que tinha uma bomba no interior de um saco, mas a PSP verificou que se tratava de uma falsa ameaça e acabou por o convencer a entregar-se às autoridades.

Em comunicado, o Comando Distrital da PSP de Setúbal informou que o alerta foi dado às 10.00 horas, tendo sido estabelecido de imediato um perímetro de segurança por elementos da corporação.

A PSP, que desconhece ainda as motivações do sexagenário, adiantou ter colaborado com o arguido, para que este permitisse a saída dos funcionários bancários da agência.

Depois disso, dois elementos na PSP entraram na dependência bancária, dialogaram com o suspeito e convenceram-no a entregar-se.

A PSP esclareceu que o edifício foi inspecionado sem que tivesse sido encontrado qualquer engenho explosivo.

Fonte: Jornal de Notícias

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ministro da Educação vaiado em Setúbal por dezenas de professores

Ministro da Educação vaiado em Setúbal por dezenas de professores
O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, foi vaiado esta terça-feira por dezenas de professores concentrados junto à Escola Secundária Sebastião da Gama que protestarem contra a instabilidade e precariedade na carreira docente.

"Estamos aqui em protesto contra a precariedade e instabilidade no emprego. Há milhares de professores provisórios que, devido à reorganização curricular e a outras alterações nos currículos, ficaram sem emprego", disse à Lusa João Trigo, professor do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama.

"Também temos um problema grave com cerca de dois mil professores do quadro que ainda estão com horário zero, o que significa que poderão requalificados, a designação utilizada pelo Governo mas que na prática significa o despedimento puro e simples", acrescentou.

Nuno Crato ignorou os protestos dos professores que pediam a sua demissão, mas, no interior da escola, falou aos jornalistas sobre a falta de professores que se mantém em diversas escolas e sobre a polémica em torno das aulas de inglês.

"Este ano teve vários concursos: tivemos o concurso quadrienal de professores, em que todos os professores participam, que levou à recolocação de muitos professores", disse Nuno Crato.

De acordo com o ministro, este concurso, com regras novas e que levou à recolocação de muitos professores, "só podia ser feito depois de haver estimativas muito precisas sobre as turmas".

Sobre a polémica em torno da introdução das aulas de inglês no 1º ciclo do ensino básico, Nuno Crato garantiu que não há contradição nenhuma por ter acabado com a obrigatoriedade da oferta do inglês nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no 1.º ciclo e agora propor que seja uma disciplina obrigatória.

"O inglês que se ensina nas AEC (Atividades de Ensino Curricular) é sempre facultativo, porque há alunos que participam e outros que não participam. Há regiões, como o Algarve, em que um quarto dos alunos não está nessas atividades.

"O enriquecimento curricular, que é positivo e importante, não se pode comparar com aquilo que se passa no currículo obrigatório. É algo sempre facultativo e que tem padrões de qualidade diversos", disse

Nuno Crato lembrou que Governo já instituiu o ensino do inglês em cinco anos de escolaridade, já instituiu uma prova final de inglês, de nível internacional, para os alunos do 9º ano de escolaridade, e que já solicitou a ajuda do Conselho Nacional de Educação para reforçar ainda mais o ensino do inglês.

-- Jornal de Notícias

domingo, 9 de junho de 2013

Autoeuropa 'exporta' 400 trabalhadores para evitar despedimentos

Autoeuropa 'exporta' 400 trabalhadores para evitar despedimentos
Com cortes de produção em Palmela, 200 técnicos lusos vão para Alemanha e outros tantos para fábricas da Volkswagen a nível mundial, do Brasil à China ou Malásia.

Até ao final deste ano a Autoeuropa vai enviar cerca de 400 trabalhadores de Palmela para fábricas da Volkswagen em todo o mundo, com destaque para as fábricas da Alemanha que em 2013 irão receber 200 técnicos portugueses. O anúncio foi feito por António de Melo Pires, diretor-geral da Volkswagen Autoeuropa, numa conferência organizada esta semana pelo Expresso, em Lisboa.

"Estamos em baixa de produção e temos pessoal em excesso. O grupo Volkswagen está a crescer fora da Europa e precisa de quadros especializados", explicou António de Melo Pires, sustentando que o reconhecimento da qualificação técnica dos portugueses, neste caso na indústria automóvel, também é um fator diferenciador que joga a favor do país em matéria de exportações.

-- Expresso

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Câmara de Setúbal contorna dívida com manobra financeira

Câmara de Setúbal contorna dívida com manobra financeira
A Câmara de Setúbal está a propor aos fornecedores a quem deve que passem de credores a devedores, com base numa manobra financeira, como forma de recuperarem os valores em causa.

Ou seja, os fornecedores terão de contrair um empréstimo junto da Caixa Agrícola da Costa Azul igual ao valor que lhes é devido pelo município da CDU - por 36 meses e com juros.

Paralelamente, a Câmara liderada por Maria das Dores Meira estabelece um contrato com o fornecedor, onde lhe garante que transferirá um montante mensal igual à prestação do crédito contraído junto do banco e se transforma em fiadora do empréstimo a ser contraído.

Segundo um dos empresários a quem a Câmara propôs tal negócio, e que pediu anonimato, é elevada a pressão sobre os fornecedores, levada a cabo pelo diretor municipal das Finanças, Pedro Manuel Coimbra.

"Na prática, o fornecedor tem de se endividar para ter o que lhe pertence. E pior: a imagem que é passada pelo diretor é que ou se aceita ou não há perspetivas de dinheiro em breve", explicou.

Ao JN, o assessor da autarquia - gerida pela CDU desde 2001 e que acumula uma dívida de 82,9 milhões de euros, garantiu que em causa está o recurso a "confirming", "instrumento que é utilizado por várias entidades públicas, entre as quais várias autarquias da área metropolitana de Lisboa". "Não existe nada de irregular neste tipo de prática", frisou.

Mas este mecanismo não se reveste das regras que a Câmara aplica. O JN apurou ainda que só a Câmara de Sesimbra (CDU) está a recorrer a tal prática. Já fonte da Caixa Agrícola revelou que "ainda estão a decorrer negociações com a Câmara de Setúbal, quanto aos contratos a serem entregues aos fornecedores".

Fonte: Jornal de Notícias

domingo, 24 de março de 2013

Câmara já investiu meio milhão em obras na Bela Vista

Para Nuno Costa, presidente da Junta de Freguesia da Bela Vista, «muito mudou» desde 2009 – quando o bairro foi palco de violentos confrontos após a morte de outro morador (Antonino, baleado pela GNR no Algarve).

Na Bela Vista, onde o desemprego atinge 28,7% da população activa (número que atinge os 39,2% entre os jovens adultos) e onde o rendimento médio mensal das famílias não vai além dos 520 euros líquidos (394 inquilinos devem meio milhão de euros em rendas e prestações), «os moradores estão a fazer muito trabalho para se libertarem de um estigma», diz o autarca.

A mudança já se vê nas paredes e nos pátios do bairro. Com o apoio da Câmara, que tem cedido tintas e outros materiais, os moradores começaram a pintar os seus prédios. «O bairro azul está de cara lavada, não há um graffiti», conta Nuno Costa.

É a primeira vez que a Bela Vista, construída há mais de 30 anos, tem uma intervenção de fundo. Na reabilitação das partes comuns dos blocos e em 540 obras de reparação no interior de casas, a autarquia já investiu mais de meio milhão de euros.

Mas os efeitos do projecto ‘Nosso Bairro, Nossa Cidade’, lançado há dois anos, vão além disso. «O que se pretende é reabilitar as pessoas. Dar-lhes competências. Os jovens organizam torneios de futebol, fazem-se workshops de dança, faz-se alfabetização», descreve o presidente da Junta, que apoia o projecto.

De fora do plano de requalificação ficou a velhinha esquadra da PSP, situada num prédio da artéria central do bairro, perigosamente ladeada por um túnel onde quem quiser pode circular sem ser visto pelos agentes. Até hoje, a IGAI nunca fez nenhuma inspecção ao posto, de onde desapareceram, em 2008, duas pistolas-metralhadoras Pietro Beretta, de calibre 9 mm, e vários carregadores de munições.

Fonte: Jornal Sol

segunda-feira, 18 de março de 2013

Câmara de Setúbal quer polícias com “formação e perfil adequados” nos bairros sociais

O Ministério da Administração Interna recebe segunda-feira os responsáveis autárquicos, que há anos pedem mais agentes e, principalmente, “policiamento de proximidade”.

O vereador da Câmara Municipal de Setúbal com o pelouro da habitação, Carlos Rabaçal, esforçava-se, este domingo, por medir as palavras. Tentava explicar que , quando se reunirem com o Ministro da Administração Interna (MAI), os responsáveis autárquicos vão, “mais uma vez”, pedir o reforço policial no concelho e, em particular, no Bairro da Bela Vista.

“Mas não de qualquer maneira, entende? Em bairros sociais, onde tanta gente trabalha para melhorar a situação e as coisas andam tão devagar, os agentes têm de ter a formação e o perfil e adequados para lidar com pessoas que são como nós, mas têm mais fragilidades do que nós, senão…”

Carlos Rabaçal não acaba a frase. Não quer, “mesmo”, falar das circunstâncias em que morreu o rapaz , ao fim da tarde de sábado, na sequência de uma perseguição policial. Em declarações à TSF, a presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, já comentara, ao lamentar aquela morte, que “sendo certo” que ela “não foi resultado da intervenção” da polícia, o acidente de motorizada em que o rapaz circulava “foi provocado, um pouco, por essa intervenção”. Também ela insistirá, hoje, no policiamento de proximidade, que a responsável pela Divisão da Inclusão Social da autarquia, Conceição Loureiro, explica assim: “O agente que evita desacatos, que apoia os idosos, que ajuda as crianças não pode ser o mesmo que no dia seguinte vai ali algemar um rapaz, está a ver?”

No espaço conhecido por Bela Vista, três bairros contíguos cresceram, ao longo de décadas, com operários vindos originários dos meios rurais, gente dos países africanos de língua oficial portuguesa e pessoas de etnia cigana. Cerca de 4300 residentes, 30 por cento das quais com menos de 18 anos, calcula Conceição Loureiro. Com outras especificidades: de uma forma geral são pessoas com um nível baixo de escolaridade, com poucos rendimentos ou desempregadas, onde o nível de insucesso e abandono escolares são altos, descreve.

Em resposta a um inquérito publicado em 2007, os moradores falam em “barril de pólvora”. O vereador garante que “já não é assim”. “Esqueça a imagem dos caixotes do lixo a arder, aquilo não é o bairro. O bairro são centenas de moradores que desde há ano e meio para cá se organizaram e, com material comprado pela câmara e oferecido por mecenas, pintaram os seus prédios e arranjaram portões e consertaram os canos…”.

O autarca refere-se a uma das inúmeras acções previstas no programa “Nosso Bairro, Nossa Cidade”, que nasceu da falta de entendimento entre a autarquia e o Governo de José Sócrates. Para debelar problemas do género dos que marcaram este fim-de-semana, o MAI propôs a celebração de um Contrato Local de Segurança, que pressupunha o envolvimento da autarquia e das comunidades na procura de soluções. “Nós olhámos para aquilo e dissemos: mas muito mais do que isto já nós fazemos!”, relata Carlos Rabaçal.

Uma “comissão mista”, com membros da autarquia e do MAI, chegou a elaborar o esboço de um ‘contrato atípico’, mas o orçamento, “um milhão e muito de euros para quatro anos”, provocou um impasse que coincidiu com a entrada do Governo em gestão, em 2011. “Não demos o trabalho por perdido: tínhamos o diagnóstico feito e as medidas elencadas. Com fundos comunitários, verbas próprias e a ajuda de mecenas estamos a avançar com o programa”, explica o vereador.

Diz que os resultados “são visíveis”, que as pessoas não estragam o que elas próprias arranjaram e que, para além disso, se orgulham do que estão a construir. “É essa gente que precisa de condições para andar pelos seus próprios pés”, insiste: “Neste caso, da polícia de proximidade, que ajude a evitar os problemas e garantir que o esforço de tantos anos e de tanta gente não é destruído num dia por um acontecimento que é pontual”.

Fonte: Jornal o Público

quinta-feira, 7 de março de 2013

Autoeuropa não despede até 2014 e até da aumento aos trabalhadores

Volkswagen, Autoeuropa
Os trabalhadores da Autoeuropa vão receber um aumento de 1,6% este ano, regularizado entre março e setembro, comunicou a empresa esta noite. O novo salário resulta de um pré-acordo assinado entre os trabalhadores e a administração, aceite com 85% dos votos, e que determina já que não haverá despedimentos, pelo menos até 2014, altura em que os trabalhadores serão novamente aumentados em igual percentagem.

"Isto significa que temos acordo até setembro de 2014", afirmou António Chora, da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, à Lusa, adiantando que votaram durante o dia de hoje mais de 70% do total de trabalhadores da fábrica automóvel, depois da reunião em plenário na segunda-feira para discutir o pré-acordo. O aumento aprovado é o mais baixo da década na fabrica da Volkswagen, porém constitui o dobro do inicialmente previsto para este biénio.
O suspiro de alívio dos 3603 trabalhadores abrangidos pelo acordo vem, no entanto, da certeza de que não haverá despedimentos coletivos e que, "mesmo que haja uma catástrofe nas vendas", a solução será no sentido de "defender o emprego", explicou ainda António Chora.

Com a produção automóvel a cair na sequência dos piores meses de vendas de sempre, a atividade da Autoeuropa tem sido marcada por muitos dias de lay off (paragem temporária na produção), com os trabalhadores a temer despedimentos caso a situação se mantivesse. Trocar a fábrica de Pamela pelas unidades da marca na Alemanha foi mesmo a solução abraçada por alguns funcionários, no início do ano.

Fonte: Dinheiro Vivo

quarta-feira, 6 de março de 2013

Militares: "O País está a ser posto em causa"

Associações de militares reuniram em Almada e recusam que o Executivo os envolva "na destruição do país".

"O país está a ser posto em causa, do país fazem parte as Forças Armadas, que são um dos fundamentos do Estado, e são os fundamentos do Estado que neste momento estão a ser postos em causa", disse Manuel Pereira Cracel, presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), à saída do encontro com as outras duas associações militares, de Sargentos e Praças.

Vasco Lourenço, presidente da associação 25 de Abril, esteve presente como moderador do debate e também ele lançou um alerta. "Espero que o poder político tenha o bom senso de ler os sinais que a sociedade portuguesa e os militares lhe têm enviado para arrepiar caminho", disse o capitão de Abril.

Com José Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa, como alvo de todas as críticas, também Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, teceu duras críticas. "Servimos a Nação e não nos servimos da Nação, há uma imagem distorcida de que os militares e suas famílias são privilegiados", disse.

De recordar, que recentemente o ministro da Defesa anunciou que o seu ministério iria contribuir com 218 milhões de euros para o anunciado corte da despesa do Estado e que o actual corpo militar nacional podia ser encurtado em 8 mil homens.

Fonte: Jornal Económico

Reformados protestam em Setúbal contra cortes

Cerca de 150 reformados desfilaram esta quarta-feira entre o Centro Distrital de Segurança Social e o Largo da Misericórdia, em Setúbal, para exigir mais direitos sociais em vez dos cortes nas pensões que lhes estarão a ser aplicados.

"Sou reformado e estou a ser roubado por este Governo. Tinha uma reforma de 700 e tal euros e já me roubaram 200 e tal euros. Este Governo não pode continuar, o povo tem de sair à rua, como saiu no sábado, e correr com esta gente", disse à agência Lusa Rui Nunes, um reformado de Alhos Vedros.

"Há gente dos bancos que trabalhou quatro ou cinco anos, que levam 15 mil, 20 mil ou 30 mil euros. Eu trabalhei 49 anos para me darem uma reforma de 700 euros e ainda por cima sou roubado", acrescentou.

Indignado estava também Francisco Melro, um reformado de Setúbal, revoltado pela forma como tem sido tratado pelo Estado ao longo de toda a vida.

"Sou um ex-combatente. Roubaram-me a minha juventude e agora estão a roubar-me a reforma e a pensão que o Paulo Portas deu aos ex-combatentes da guerra colonial", explicou

"Já me tiraram à volta de 400 euros. Agora recebo 700 euros e pago 600 de renda de casa", disse.

Durante a ação de protesto organizada pela InterReformados, afeta à CGTP/intersindical, gritaram-se palavras de ordem a exigir novas políticas e a demissão do governo PSD/CDS.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pré-acordo na Autoeuropa garante emprego até final de 2014

O acordo prevê também aumentos de 1,6% já a partir de Março e outro tanto, no dia 1 de Outubro.

Os trabalhadores da Autoeuropa têm emprego garantido até ao fim de 2014, segundo um pré-acordo que os funcionários da fábrica portuguesa da Volkswagen vão votar na próxima semana.

O acordo, para dois anos, a que a Renascença teve acesso, prevê também aumentos de 1,6% já a partir de Março e outro tanto, no dia 1 de Outubro.

O texto do pré-acordo negociado entre a Administração e a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa frisa que a empresa se compromete a não fazer nenhum processo de despedimento colectivo até 31 de Dezembro de 2014, ou seja, três meses além da vigência do acordo. Caso se verifiquem alterações significativas na situação da empresa ou de contexto, as duas partes avaliarão as melhores soluções. Um ponto significativo numa altura em que a Autoeuropa passa por uma fase de quebra de vendas, em que já baixou a produção para 490 carros por dia e tem mais 600 trabalhadores para além do que precisa.

Em Outubro de 2012 a empresa aumentou os salários em 1,36% mas no próximo mês os trabalhadores recebem novo acréscimo de 1,6%, que se repete em Outubro em 2013.

Apesar do Código de Trabalho ter reduzido o número de dia de férias para 22, os funcionários da fábrica de Palmela poderão continuar a ter 25: 24 garantidos, mais um, em função da assiduidade.

Mas o Acordo prevê ainda outros benefícios, como o subsídio anual de 350 euros para os trabalhadores-estudantes, o aumento do subsídio de transportes em 2,5%, a distribuição de material escolar para os filhos dos trabalhadores que iniciam a escolaridade obrigatória e a melhoria nos descontos para aquisição de viaturas da marca.

Um dos problemas concorrenciais da Autoeuropa no seio do grupo Volkswagen são os custos logísticos; por isso, a empresa vai incentivar fornecedores estrangeiros a instalar-se no Parque de Palmela e, por outro lado, compromete-se a alargar o número de fornecedores nacionais.

O texto, já distribuído aos trabalhadores, vai ser explicado pela Comissão de Trabalhadores em dois plenários a realizar na segunda-feira; a votação é na quarta.

Fonte: Renascença

sábado, 12 de janeiro de 2013

Vai abrir uma nova Danceteria em Setúbal!

Apesar da crise em que Portugal atravessa, ainda existe casa de comercio a abrir, e neste caso temos sorte, porque é na nossa querida terra Setúbal. Vindo a preencher um espaço de lazer e prometendo muito divertimento na nossa cidade, onde nada existia com a qualidade oferecida pela Danceteria Casino Setubalense.

Quem não se lembra do Antigo Cinema Casino Setubalense? A onde nos víamos o Tarzan, o Trinita e até aqueles filmes de "Artes Nupciais"... pois, pois... A triste notícia é que esses filmes, já não vão passar por lá... mas a boa nova é que o Ecrã de Cinema, vai voltar a ganhar vida, durante os espectáculos e para assistir ao nosso grande Vitória de Setúbal e os Outros... pois claro!

O Settubal.blogspot.com, da 5 estrelas a esta nova iniciativa e lá estaremos para dar apoio a estes Setubalenses.

Viva Setúbal, viva estas iniciativas e Viva a Danceteria Setubalense.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Furto a contadores de água é crime na ordem do dia

Uma onda de furto a contadores de água está a dar muitos prejuízos. Para não pagar a instalação de novo contador, os clientes da Águas do Sado têm de declarar queixa junto da PSP. A empresa concessionária defende que não haja impunidade para os prevaricadores.

Acontecem um pouco por toda a cidade, e estão a provocar grandes incómodos e despesas, tanto a munícipes como à empresa concessionária Águas do Sado. Os furtos a contadores de água, não são propriamente uma novidade no cenário criminal local e nacional.

Luísa Ramos, moradora na rua Vasco da Gama, no coração do bairro de Tróino, é uma das múltiplas vítimas deste tipo de furto, no caso em apreço, na madrugada da passada sexta-feira.

“Partiram a portinha de plástico da parede exterior da minha casa e levaram o contador”, começa por recordar a queixosa. “Inicialmente, pensei não ter água devido a alguma avaria, mas depois vi um fio de água a escorrer na parede. Falei com vizinhas, e apercebi-me que já não era a primeira vítima deste tipo de situação”, relatou Luísa Ramos a «O Setubalense».

Segundo esta queixosa, depois de telefonar para o piquete da Águas do Sado, a reposição do contador “não foi demorada,” e o processo só não terá sido mais rápida porque, como revelou, “haveria mais casos desta natureza a atender.”

Na prática, Luísa Ramos viu o contador reposto em casa, com a incumbência de apresentar de imediato e nos serviços administrativos da Águas do Sado, a sua queixa apresentada na PSP. “É essa a razão de eu estar aqui na fila da Águas do Sado”, acrescentou Luísa Ramos ao nosso jornal, na tarde de anteontem.

Igualmente contactada por «O Setubalense», a directora geral da empresa concessionária dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento de Setúbal - Águas do Sado - começou por lamentar a “impunidade” para quem comete estes crimes.

Confirmando a ocorrência de diversos casos de furtos de contadores de água, Ana Oliveira salienta que tais crimes, “ocorrem, quer em contadores colocados na via pública, quer no interior de prédios”, reconhecendo tratar-se de um problema geral, ou seja, não particular de um qualquer bairro ou cidade de Setúbal.

“Todos devemos defender que não haja impunidade para este e outro tipo de crimes, por exemplo, também no furto de tampas metálicas de saneamento básico, outra situação que acarreta despesas para a nossa empresa,” alertou aquela responsável da Águas do Sado.

Instada sobre se esta empresa concessionária tem algum indicador sobre o destino dos contadores de água furtados, Ana Oliveira foi peremptória: “Se soubéssemos, íamos lá a correr”, remetendo essa matéria para o foro de investigação policial.

Diga-se que este tipo de furto está longe de ser coisa inédita, ou recente, tal como, de resto, confirmou fonte da Polícia de Segurança Pública, contactada pelo nosso jornal.

Ambas as esquadras da PSP “têm recebido, pontualmente, queixas de munícipes a darem conta do furto de contadores”, adiantou fonte policial, precisando que tais crimes acontecem em contadores instalados no exterior de residências, mas também no interior de prédios.

Fonte: O Setubalense

Comerciantes insatisfeitos com nova regra de facturação

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Entrou em vigor no início deste mês a nova regra de facturação, que obriga os comerciantes a adquirirem um equipamento de emissão de facturas, com um programa especializado, o qual pode custar até 1500 euros. Este pretende combater a fuga ao fisco, mas veio trazer piores condições para quem vive do pequeno comércio.

No dia 1 de Janeiro deste ano entraram em vigor as novas regras de emissão de facturas, que se inserem no combate à fraude e à evasão fiscal. Pretende-se com estas alargar o universo dos comerciantes, que terão de usar programas de facturação certificados pelo fisco, evitando assim, a adulteração das facturas emitidas pelas lojas, que tinham como objectivo pagar menos impostos. Os novos aparelhos custam entre 800 a 1500 euros.

Para Fernando Piedade, presidente da delegação da Associação de Comércio de Serviços de Setúbal, “esta não vai ser a melhor maneira de combater a fuga ao fisco”, e o objectivo do Governo “é criar receita” mas para tal “é preciso ter empresas a funcionar a haver postos de trabalho, e com esta medida que eles dizem que é para ir contra a fuga ao fisco, vão obrigar empresas a fechar e acabar com muitos postos de trabalho”. Isto porque “a maior parte das pessoas não vai ter condições de comprar os equipamentos e de cumprir com todas as exigências que a lei determina”.

“A conjuntura económica neste momento é gravíssima, porque estamos a entrar numa espiral recessiva, e as coisas não funcionam de maneira nenhuma, as pessoas estão a deixar de comprar, e com esta carga fiscal estamos a atingir limites em que o dinheiro já não chega para resolver todas as necessidades de tesouraria, e como tal, ninguém sabe quanto tempo é que vai ter a porta aberta”, salientou.

“Nesta altura devido às dificuldades que existem, o dinheiro já não chega muitas vezes, para os compromissos que se tem, e fazer-se algumas exigências, a nível de se comprar novos equipamentos, realmente não será a melhor altura, uma vez que esses equipamentos são bastante caros”, acentuou Fernando Piedade.

“As empresas que facturam acima dos 100 mil euros passam a ter um sistema informático e as abaixo desse valor recorrem também a um sistema informático ou à facturação manual”.

“Muitas micro empresas (cafés, pequenas lojas) vão ter dificuldades, porque existem estabelecimentos que as margens de lucro são bastante reduzidas. No meu estabelecimento tenho algumas margens que são, por exemplo, 0.95 cêntimos”. Ora “mesmo a nível de facturas, mandei fazer quatro livros que custaram 50 euros”, finalizou o presidente da delegação da Associação de Comércio de Serviços de Setúbal.

Carlos Miguel é proprietário da loja Jardim do Rafa, situada na principal rua de comércio da cidade há mais de três anos. “No meu caso não sou obrigado a comprar o software que eles exigiram para determinados ramos, mas não concordo com esta medida na situação em que o país se encontra” porque “não estamos em condições de fazer investimentos e as pessoas não tem dinheiro”, referiu o comerciante.

“Não havendo a máquina temos que passar facturas manuais, o que também tem um custo, acabando a máquina por ficar paga com o tempo, mas nesta altura o futuro do comércio é muito incerto para as pessoas fazerem um investimento deste género”, concluiu.

As novas regras de facturação já tinham começado a ser aplicadas em Janeiro do ano passado, aos comerciantes que facturavam mais de 250 mil euros. O universo foi-se alargando e, a partir de 1 de Janeiro deste ano, todos os comerciantes que facturaram mais de 100 mil euros em 2012 terão que ter programas certificados.

Fonte: O Setubalense

Cortes salariais permanentes de 3% a 7% na Função Pública

Revisão da tabela salarial única deverá incluir reduções para todas as remunerações, incluindo os escalões mais baixos.

A equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) defende cortes salariais permanentes entre 3% e 7% para toda a Função Pública, incluindo as remunerações mais baixas. A medida, a aplicar a partir de 2014, poderia gerar uma poupança entre 325 a 760 milhões por ano, avançam os técnicos. 

A organização sugere ao Governo uma revisão da tabela remuneratória única da Administração Pública que permita assim, de forma permanente, cortar as actuais remunerações. A ideia é evitar os cortes temporários que têm sido feitos até agora (como a redução salarial média de 5% em vigor deste 2011 ou a suspensão dos subsídios de férias e de Natal em 2012) e fixar na tabela salários inferiores que permitam uma poupança idêntica à conseguida com os cortes previstos para 2013.

Fonte: Económico

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Decathlon inaugura centro logístico em Setúbal

O maior investimento desenvolvido pela Decathlon, em Portugal, foi anteontem apresentado à comunicação social, através de uma visita às instalações, seguida de uma conferência de imprensa onde foram revelados alguns pormenores deste novo espaço que vai abastecer todas as lojas em Portugal Continental e nos Açores. Oficialmente, o espaço foi ontem inaugurado com a presença da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, e do Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional.

Ocupando uma área de 30 mil metros quadrados, o novo Centro de Aprovisionamento Logístico Nacional da Decathlon Portugal, situado em Algeruz, Setúbal, foi anteontem apresentado à comunicação social no decorrer de uma visita feita ás instalações que contou com a presença da presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, Arlete Santos, directora daquele espaço, Berta Faria, responsável pela expansão e José Neves, porta-voz da empresa.

Constituindo, estas instalações, o investimento mais elevado feito pela empresa no nosso país, o mesmo representa um investimento de 30 milhões de euros, ocupa uma superfície de cerca de 30 mil metros quadrados, possibilitando a utilização de cerca de 30 cais de carga e descarga. No início da exploração possibilitou a criação de 200 postos de trabalho, directos, sendo que com a fase de consolidação da actividade o número de colaboradores irá duplicar, estimando-se ainda a criação de várias centenas de postos de trabalho indirectos. As novas instalações apresentam ainda uma novidade com a entrada em funcionamento da Oficina País, um espaço direccionado a todos os clientes, a nível nacional, na reparação de bicicletas, máquinas e equipamentos desportivos.

No decorrer da conferência de imprensa a presidente da Câmara Municipal de Setúbal mostrou-se orgulhosa e satisfeita pela entrada em funcionamento destas novas instalações, “tendo em conta o clima de austeridade, de crise, em que todos nós estamos profundamente mergulhados”. Maria das Dores Meira salientou que em Setúbal estar a acontecer um investimento desta grandeza “é motivo de grande satisfação, porque promove também a cidade”. A autarca sublinhou que um investimento desta natureza “promove, acima de tudo, riqueza e cria postos de trabalho” mas que a sua implementação neste concelho “foi um caminho muito longo… três anos e meio de burocracia para se criar riqueza e postos de trabalho, para fazer andar o país e fazer desenvolvimento económico é muito tempo e só foi levado a bom cabo graças à persistência destes investidores, a quem agradecemos a paciência de quererem investir neste concelho, nesta região”. A autarca manifestou ainda esperança que a abertura da nova loja potencie ainda mais a prática do desporto em Setúbal e que sirva de apoio às 227 instituições desportivas existentes no concelho.

O porta-voz da empresa, José Neves, explicou que para além do apoio da autarquia na implementação do projecto, a Decathlon Portugal encontrou aqui “todas as condições para o novo Centro de Aprovisionamento Logístico Nacional, sendo que a escolha de Setúbal surgiu “depois de um grande trabalho para perceber qual o melhor local. Este é o ideal, como se pode constatar, pela dimensão do projecto, do terreno que necessitávamos, mas também pelos excelentes acessos rodoviários, ferroviários e marítimos que possibilitam abastecer todas as lojas”. Quanto a um espaço aberto ao público, José Neves garantiu que o mesmo irá acontecer no primeiro semestre do próximo ano.

Por seu lado, Arlete Santos, directora daquele espaço, explicou que a empresa está “mais perto dos clientes, com maior disponibilidade dos produtos e com mais encomendas” que saem diariamente daquelas instalações em 15 camiões, enquanto que Berta Faria, responsável pela expansão Sul da Decathlon, deixou a garantia que a empresa continua a apostar em alargar o número de lojas em Portugal, referindo que “estamos a estudar várias possibilidades para a abertura de mais espaços comerciais”.

Fonte: O Setubalense

Setúbal passa a ter mais 501 lugares pagos na cidade

Mais 501 lugares de estacionamento na cidade vão passar a ser pagos, no âmbito do contrato de concessão do direito de construção e exploração de parques públicos de estacionamento, datado de 1994 e com duração até 2014. De acordo com a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, o objectivo é “cumprir o contrato de concessão que os executivos PS nunca cumpriram”. 

Só na avenida Luísa Todi, serão tarifados mais 316 lugares, passando a praça Teófilo Braga a contar com mais 16 lugares pagos e o Largo do Carmo com dez. De salientar ainda os cinco novos lugares tarifados a criar na Rua Frei Agostinho da Cruz. 

Está também prevista a construção de duas novas bolsas de estacionamento nas imediações do quartel do 11, que totalizam 154 novos lugares que também serão pagos.

Fonte: Diário da Região

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pré-aviso: Estivadores prolongam greve parcial até 7 de Janeiro

O Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul vai prolongar até 7 de Janeiro a greve parcial de algumas horas por turno.

Relativamente aos anteriores pré-avisos de greve, o actual distingue-se pela recusa de qualquer serviço que tenha como origem ou destino o Porto de Leixões.

Nos termos do documento, que respeita ao período entre 31 de Dezembro e 7 de Janeiro, os trabalhadores dos portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz, Setúbal e Sines "abster-se-ão de prestar quaisquer funções ou serviços que tenham por objecto a movimentação de cargas que, por via marítima, ferroviária ou rodoviária, provenham do porto de Leixões ou que se destinem a esse porto".

Devido às limitações causadas pela greve nos portos do centro e sul, os portos de Leixões e de Sines, que não aderiram à greve, têm sido procurados como alternativa, registando um forte aumento do movimento.

A agência Lusa tentou contactar o Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, mas tal não foi possível até ao momento.

Os estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro estão em sucessivas greves desde Setembro, altura em que o Ministério da Economia anunciou ter chegado a acordo com um conjunto de sindicatos afectos à UGT e operadores portuários relativamente ao novo regime do trabalho portuário, destinado a aumentar a competitividade dos portos nacionais.

Segundo o Ministro da Economia, as sucessivas greves dos portos, que começaram em Setembro, já terão custado cerca de 1.200 milhões de euros.

Fonte: Económico

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Viagem de passageiros para Tróia vai custar 5,80 euros a partir de Janeiro

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Os bilhetes das embarcações para Tróia terão um aumento significativo já a partir de 1 de Janeiro. Os adultos pagarão mais 30 cêntimos, na viagem de ida e volta nos catamarans.

A Atlantic Ferries vai proceder ao aumento anual do preço dos bilhetes das embarcações para Tróia já a partir de 1 de Janeiro.

A viagem de adultos nos catamarans, de ida e volta, passam a custar 5,80 euros, ou seja mais 30 cêntimos. Isto se já possuir o Cartão Viva Lisboa (válido por um ano). Caso contrário, terá de pagar mais 50 cêntimos. As crianças, entre 5 e 10 anos, passarão a pagar 3,40 euros. Actualmente paga 2,70 euros.

Os passes mensais sofrem um aumento de 3 euros, passando de 60 para 63 euros. O mesmo acontece com estudantes, com residência fixa em Tróia, que passa de 32 para 35 euros.

Nos ferry-boats, o veículo de passageiros, mercadorias ou mistos pagarão 12,90 euros, um aumento de 90 cêntimos. A classe anterior com atrelado de campismo e desporto passa de 24 para 26 euros e as caravanas pagarão 20 euros.

Os pesados com atrelado terão um aumento brutal, passando de 59 para 63 euros (mais 4 euros. Os velocípedes, motociclos e motos 4 pagarão mais 50 cêntimos, passando para 8 euros. As bicicletas não pagam bilhete.

Fonte: O Setubalense

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Associação Shalom: Cabazes alimentares matam a fome a centenas de pessoas

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Perto de meio milhar de famílias, reconhecidamente carenciadas, levantaram, este sábado, o cabaz de alimentos natalícios, na associação Shalom, sedeada na Rua Moinho do Frade. Devido à época festiva, esta instituição de solidariedade ainda promoveu uma festa natalícia destinada aos filhos das famílias carenciadas.

Quem não sabe, até poderia pensar tratar-se de uma qualquer manifestação, aquilo que aconteceu este sábado, na Rua Moinho do Frade. Mas não. Na verdade, as 450 pessoas que lá se concentraram (repartidas pelos turnos da manhã e tarde), foram levantar o seu cabaz de alimentos, um pouco mais enriquecido que nos restantes meses, devido à época natalícia.

Munidas de grandes sacos, as pessoas, de diferentes escalões etários e freguesias, mas registadas como carenciadas, esperavam pela vez da sua senha para levar para casa o avio fornecido pela associação Shalom, distribuição que, aliás, acontece uma vez por mês.

“Só aqui vem quem está no limiar da pobreza”, explicou à nossa reportagem Marisa Bossa, directora técnica da Shalom, instituição de solidariedade social. “A lista de espera para esta e outras ajudas, é enorme”, avançou a técnica, adiantando que, para além dos avios mensais, esta IPSS fornece, diariamente, 140 refeições quentes, entre almoços e jantares.

Também na Rua Moinho do Frade, a Shalom possui uma cantina social, serviço apoiado em 80 por cento pela Segurança Social, sendo que “a maioria das pessoas, devidamente identificadas, prefere levar a refeição para casa.”

Novidade é que, desde Outubro, e por medida governamental, esta instituição de solidariedade social passou a ter uma nova valência, a chamada cantina social de emergência, a qual fornece mais 80 refeições diárias.

Os cabazes de Natal - preparados em função das diversas tipologias dos agregados familiares – incluem leite, arroz, esparguete, massas variadas, salsichas, feijão enlatado, tomate em polpa, bolachas, manteiga, azeite, óleo, farinha, açúcar, cereais, doces, queijo e sumo.

Todos estes produtos são provenientes do Banco Alimentar Contra a Fome de Setúbal, bem como dos chamados excedentes da União Europeia, via Segurança Social.

Ana Tenreiro, assistente técnica da associação Shalom, explicou ao nosso jornal que todas estas pessoas “estão devidamente registadas como carenciadas, e fazem prova anual da sua situação económica e social.”

O pior é que a lista de espera não pára de aumentar. “Vamos dando as respostas possíveis às inúmeras famílias que auxiliamos, mas há cada vez mais gente a bater-nos à porta na esperança de também serem contempladas com tais apoios,” remata a técnica.

Fonte: O Setubalense

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Angústia na Autoeuropa desperta trauma da crise automóvel no distrito

O espectro da crise que assolou na região de Setúbal o sector empresarial do ramo automóvel, nos anos 80, e que viria a ditar o encerramento de empresas como a Movauto, o Entreposto e a Renault, criando uma onda significativa de desemprego no distrito, começa a pairar novamente, desta vez em torno da Autoeuropa. 

A maior empresa do distrito, sedeada em Palmela, não está imune à actual conjuntura económico-financeira e já apresenta sinais preocupantes de poder ser também gravemente afectada, mostrando que mesmo os gigantes são vulneráveis à forte contracção do consumo. A viabilidade da fábrica começa, agora mais do que nunca, a ser questionada, depois de um período negro de sucessivas más-noticias decorrentes da progressiva redução da produção.

Face à redução da procura, a Autoeuropa viu-se obrigada a reduzir a produção ao longo deste ano. As perspectivas de aumento do trabalho, com o início das exportações para a China, que animaram o começo de 2012, deram lugar a um final de ano bem pior, com a fábrica a construir, só até Outubro, menos 12.694 carros do que no ano anterior.

Fonte: O Setubalense