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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ministro da Educação vaiado em Setúbal por dezenas de professores

Ministro da Educação vaiado em Setúbal por dezenas de professores
O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, foi vaiado esta terça-feira por dezenas de professores concentrados junto à Escola Secundária Sebastião da Gama que protestarem contra a instabilidade e precariedade na carreira docente.

"Estamos aqui em protesto contra a precariedade e instabilidade no emprego. Há milhares de professores provisórios que, devido à reorganização curricular e a outras alterações nos currículos, ficaram sem emprego", disse à Lusa João Trigo, professor do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama.

"Também temos um problema grave com cerca de dois mil professores do quadro que ainda estão com horário zero, o que significa que poderão requalificados, a designação utilizada pelo Governo mas que na prática significa o despedimento puro e simples", acrescentou.

Nuno Crato ignorou os protestos dos professores que pediam a sua demissão, mas, no interior da escola, falou aos jornalistas sobre a falta de professores que se mantém em diversas escolas e sobre a polémica em torno das aulas de inglês.

"Este ano teve vários concursos: tivemos o concurso quadrienal de professores, em que todos os professores participam, que levou à recolocação de muitos professores", disse Nuno Crato.

De acordo com o ministro, este concurso, com regras novas e que levou à recolocação de muitos professores, "só podia ser feito depois de haver estimativas muito precisas sobre as turmas".

Sobre a polémica em torno da introdução das aulas de inglês no 1º ciclo do ensino básico, Nuno Crato garantiu que não há contradição nenhuma por ter acabado com a obrigatoriedade da oferta do inglês nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no 1.º ciclo e agora propor que seja uma disciplina obrigatória.

"O inglês que se ensina nas AEC (Atividades de Ensino Curricular) é sempre facultativo, porque há alunos que participam e outros que não participam. Há regiões, como o Algarve, em que um quarto dos alunos não está nessas atividades.

"O enriquecimento curricular, que é positivo e importante, não se pode comparar com aquilo que se passa no currículo obrigatório. É algo sempre facultativo e que tem padrões de qualidade diversos", disse

Nuno Crato lembrou que Governo já instituiu o ensino do inglês em cinco anos de escolaridade, já instituiu uma prova final de inglês, de nível internacional, para os alunos do 9º ano de escolaridade, e que já solicitou a ajuda do Conselho Nacional de Educação para reforçar ainda mais o ensino do inglês.

-- Jornal de Notícias

segunda-feira, 18 de março de 2013

Câmara de Setúbal quer polícias com “formação e perfil adequados” nos bairros sociais

O Ministério da Administração Interna recebe segunda-feira os responsáveis autárquicos, que há anos pedem mais agentes e, principalmente, “policiamento de proximidade”.

O vereador da Câmara Municipal de Setúbal com o pelouro da habitação, Carlos Rabaçal, esforçava-se, este domingo, por medir as palavras. Tentava explicar que , quando se reunirem com o Ministro da Administração Interna (MAI), os responsáveis autárquicos vão, “mais uma vez”, pedir o reforço policial no concelho e, em particular, no Bairro da Bela Vista.

“Mas não de qualquer maneira, entende? Em bairros sociais, onde tanta gente trabalha para melhorar a situação e as coisas andam tão devagar, os agentes têm de ter a formação e o perfil e adequados para lidar com pessoas que são como nós, mas têm mais fragilidades do que nós, senão…”

Carlos Rabaçal não acaba a frase. Não quer, “mesmo”, falar das circunstâncias em que morreu o rapaz , ao fim da tarde de sábado, na sequência de uma perseguição policial. Em declarações à TSF, a presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, já comentara, ao lamentar aquela morte, que “sendo certo” que ela “não foi resultado da intervenção” da polícia, o acidente de motorizada em que o rapaz circulava “foi provocado, um pouco, por essa intervenção”. Também ela insistirá, hoje, no policiamento de proximidade, que a responsável pela Divisão da Inclusão Social da autarquia, Conceição Loureiro, explica assim: “O agente que evita desacatos, que apoia os idosos, que ajuda as crianças não pode ser o mesmo que no dia seguinte vai ali algemar um rapaz, está a ver?”

No espaço conhecido por Bela Vista, três bairros contíguos cresceram, ao longo de décadas, com operários vindos originários dos meios rurais, gente dos países africanos de língua oficial portuguesa e pessoas de etnia cigana. Cerca de 4300 residentes, 30 por cento das quais com menos de 18 anos, calcula Conceição Loureiro. Com outras especificidades: de uma forma geral são pessoas com um nível baixo de escolaridade, com poucos rendimentos ou desempregadas, onde o nível de insucesso e abandono escolares são altos, descreve.

Em resposta a um inquérito publicado em 2007, os moradores falam em “barril de pólvora”. O vereador garante que “já não é assim”. “Esqueça a imagem dos caixotes do lixo a arder, aquilo não é o bairro. O bairro são centenas de moradores que desde há ano e meio para cá se organizaram e, com material comprado pela câmara e oferecido por mecenas, pintaram os seus prédios e arranjaram portões e consertaram os canos…”.

O autarca refere-se a uma das inúmeras acções previstas no programa “Nosso Bairro, Nossa Cidade”, que nasceu da falta de entendimento entre a autarquia e o Governo de José Sócrates. Para debelar problemas do género dos que marcaram este fim-de-semana, o MAI propôs a celebração de um Contrato Local de Segurança, que pressupunha o envolvimento da autarquia e das comunidades na procura de soluções. “Nós olhámos para aquilo e dissemos: mas muito mais do que isto já nós fazemos!”, relata Carlos Rabaçal.

Uma “comissão mista”, com membros da autarquia e do MAI, chegou a elaborar o esboço de um ‘contrato atípico’, mas o orçamento, “um milhão e muito de euros para quatro anos”, provocou um impasse que coincidiu com a entrada do Governo em gestão, em 2011. “Não demos o trabalho por perdido: tínhamos o diagnóstico feito e as medidas elencadas. Com fundos comunitários, verbas próprias e a ajuda de mecenas estamos a avançar com o programa”, explica o vereador.

Diz que os resultados “são visíveis”, que as pessoas não estragam o que elas próprias arranjaram e que, para além disso, se orgulham do que estão a construir. “É essa gente que precisa de condições para andar pelos seus próprios pés”, insiste: “Neste caso, da polícia de proximidade, que ajude a evitar os problemas e garantir que o esforço de tantos anos e de tanta gente não é destruído num dia por um acontecimento que é pontual”.

Fonte: Jornal o Público

Polícia identifica jovens do Bairro da Bela Vista

Setúbal: Polícia identifica jovens do Bairro da Bela Vista
PSP está a identificar durante a noite de hoje vários grupos de jovens, depois de mais três contentores do lixo terem sido incendiados no bairro da Bela Vista, em Setúbal, disse à Lusa fonte da corporação.

Um jornalista da agência Lusa testemunhou que, na Avenida da Bela Vista e na Avenida Bento de Jesus Caraça, várias equipas de intervenção rápida da PSP imobilizaram e identificaram alguns grupos de jovens por suspeitas de terem praticado distúrbios ou de se estarem a preparar para o fazer.

Apesar das ações policiais em curso, o bairro da Bela Vista aparenta tranquilidade e, até ao momento, não há registo de qualquer detenção.

O bairro da Bela Vista foi palco de distúrbios no sábado à noite, horas depois de um jovem que seguia numa motorizada se ter despistado e morrido durante uma perseguição policial.

Fonte: Diário Digital com Lusa

sábado, 16 de março de 2013

Moradores cercam esquadra da PSP de Setúbal

Confrontos na Bela Vista após morte de jovem perseguido pela PSP
Dezenas de moradores do bairro das Manteigadas, em Setúbal, estão a protestar à porta da esquadra local devido à morte de um jovem, que poderá ter ocorrido na sequência de uma perseguição policial.

Pelo menos 30 moradores do bairro das Manteigadas - junto ao bairro da Bela Vista - estão neste momento à porta da esquadra da Polícia de Segurança Pública de Setúbal a protestar contra as autoridades devido à morte de um jovem de 18 anos, hoje à tarde, na zona.

Os moradores alegam que o rapaz, que seguia de moto, estava a ser perseguido pela polícia quando foi atingido e se despistou, acabando por morrer. Contudo, a polícia local nega esta versão, dizendo que tudo não passou de um "acidente de trânsito", de acordo com fonte contatada pelo Expresso.

No entanto, o Expresso sabe que a Inspeção-Geral da Administração Interna já pondera a abertura de um inquérito sobre o caso, para apurar o que se passou, mas ainda aguarda mais pormenores.A PSP de Setúbal diz que o jovem se despistou "contra um poste da EDP, quando seguia de moto" e morreu, e nega veementemente que o rapaz tenha sido atingido.

Neste momento, as autoridades dizem que há uma "alteração da ordem" em frente à esquadra, mas desdramatizam a revolta dos moradores, que até já lançaram pedras no local.

Fonte: Expresso

quarta-feira, 6 de março de 2013

Reformados protestam em Setúbal contra cortes

Cerca de 150 reformados desfilaram esta quarta-feira entre o Centro Distrital de Segurança Social e o Largo da Misericórdia, em Setúbal, para exigir mais direitos sociais em vez dos cortes nas pensões que lhes estarão a ser aplicados.

"Sou reformado e estou a ser roubado por este Governo. Tinha uma reforma de 700 e tal euros e já me roubaram 200 e tal euros. Este Governo não pode continuar, o povo tem de sair à rua, como saiu no sábado, e correr com esta gente", disse à agência Lusa Rui Nunes, um reformado de Alhos Vedros.

"Há gente dos bancos que trabalhou quatro ou cinco anos, que levam 15 mil, 20 mil ou 30 mil euros. Eu trabalhei 49 anos para me darem uma reforma de 700 euros e ainda por cima sou roubado", acrescentou.

Indignado estava também Francisco Melro, um reformado de Setúbal, revoltado pela forma como tem sido tratado pelo Estado ao longo de toda a vida.

"Sou um ex-combatente. Roubaram-me a minha juventude e agora estão a roubar-me a reforma e a pensão que o Paulo Portas deu aos ex-combatentes da guerra colonial", explicou

"Já me tiraram à volta de 400 euros. Agora recebo 700 euros e pago 600 de renda de casa", disse.

Durante a ação de protesto organizada pela InterReformados, afeta à CGTP/intersindical, gritaram-se palavras de ordem a exigir novas políticas e a demissão do governo PSD/CDS.

Fonte: Correio da Manhã

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pré-aviso: Estivadores prolongam greve parcial até 7 de Janeiro

O Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul vai prolongar até 7 de Janeiro a greve parcial de algumas horas por turno.

Relativamente aos anteriores pré-avisos de greve, o actual distingue-se pela recusa de qualquer serviço que tenha como origem ou destino o Porto de Leixões.

Nos termos do documento, que respeita ao período entre 31 de Dezembro e 7 de Janeiro, os trabalhadores dos portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz, Setúbal e Sines "abster-se-ão de prestar quaisquer funções ou serviços que tenham por objecto a movimentação de cargas que, por via marítima, ferroviária ou rodoviária, provenham do porto de Leixões ou que se destinem a esse porto".

Devido às limitações causadas pela greve nos portos do centro e sul, os portos de Leixões e de Sines, que não aderiram à greve, têm sido procurados como alternativa, registando um forte aumento do movimento.

A agência Lusa tentou contactar o Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, mas tal não foi possível até ao momento.

Os estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro estão em sucessivas greves desde Setembro, altura em que o Ministério da Economia anunciou ter chegado a acordo com um conjunto de sindicatos afectos à UGT e operadores portuários relativamente ao novo regime do trabalho portuário, destinado a aumentar a competitividade dos portos nacionais.

Segundo o Ministro da Economia, as sucessivas greves dos portos, que começaram em Setembro, já terão custado cerca de 1.200 milhões de euros.

Fonte: Económico

sábado, 8 de dezembro de 2012

Centenas contra junção das freguesias da Marateca e Poceirão

Centenas de pessoas participaram neste sábado numa manifestação de protesto contra a proposta de agregação das freguesias da Marateca e do Poceirão, no concelho de Palmela.

"As pessoas estão descontentes com a proposta de junção destas duas freguesias", disse à Lusa o presidente da Junta de Freguesia do Poceirão, José Silvério.

"Há 24 anos foi criada a freguesia do Poceirão, porque tínhamos freguesias muito grandes. E mesmo assim ainda tem uma área muita vasta, com cerca de 151 quilómetros quadrados", acrescentou.

José Silvério falava à Lusa pouco depois de uma marcha lenta de centenas de viaturas que percorreram as freguesias do Poceirão e da Marateca em protesto contra a agregação das duas autarquias. 

As críticas de José Silvério são partilhadas pela presidente da Junta de Freguesia da Marateca, Fernanda Esfola, que também não vê qualquer vantagem na junção das duas autarquias. "Vamos juntar-nos a uma freguesia [Poceirão] que, tal como a Marateca, também tem características rurais e com uma área enorme, em que as pessoas vão ficar ainda mais longe da sede", disse. "As pessoas que decidem estas coisas provavelmente não sabem que estamos a falar de uma zona onde não há transportes públicos, nem sequer entre as duas freguesias", acrescentou. Fernanda Esfola referiu ainda que as origens da freguesia da Marateca perdem-se no tempo, ao ponto de nem sequer se saber muito bem em que data foi criada. "A freguesia da Marateca sempre existiu e vai continuar a existir. É este o sentimento da população", concluiu.

Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estivadores prolongam greve nos portos até ao Natal

O sindicato emitiu outro pré-aviso de greve, entre 17 e 24 de Dezembro, para os portos de Lisboa, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz.

Segundo o documento a que o Diário Económico teve acesso, a paralisação para o porto da capital irá decorrer entre as 17 e as 20 horas e entre as 21 e as 24 horas do período de 17 a 21 de Dezembro. No porto de Setúbal, está prevista greve entre as 17 e as 20 horas e entre as 21 e as 01 horas do período entre 17 e 21-22 de Dezembro.

Para os portos de Aveiro e da Figueira da Foz, a paralisação está agendada para entre as 08 e as 12 horas e entre as 13 e as 17 horas do período entre 17 e 21 de Dezembro.

Entre as oito horas de 17 de Dezembro e as oito horas do dia 24 de Dezembro, os estivadores não irão movimentar qualquer carga de e para o porto de Leixões.

As greves já se prolongam desde meados de Agosto. O sindicato dos estivadores contesta as alterações introduzidas pelo Governo com o novo regime laboral para o sector portuário, que foi aprovado na semana passada por generalidade na Assembleia da República.

O documento encontra-se agora em discussão na especialidade em sede da comissão parlamentar de Economia. No âmbito desta discussão, uma delegação do sindicato dos estivadores será hoje recebida pela própria comissão parlamentar.

Fonte: Ecónomico

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Estivadores não conseguem consenso quanto a serviços mínimos de greve

O sindicato já anunciou que a paralisação vai prolongar-se até 5 de Dezembro.

A decisão sobre os serviços mínimos na greve dos estivadores foi adiada para terça-feira à tarde.

Em contacto com o Sindicato dos Estivadores, a Renascençaapurou que não houve consenso quanto a uma proposta comum dos operadores dos portos. Por isso, as partes voltam a reunir amanhã na Direcção Geral de Emprego.

O Sindicato dos Estivadores mantém a sua proposta: que se cumpra o acordo estabelecido com os operadores a 26 de Outubro.

Em causa estão os serviços mínimos a garantir na greve dos estivadores, que o sindicato já anunciou que vai prolongar-se até 5 de Dezembro.

Fonte: Renascença

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Greve geral fez-se sentir no distrito

Os serviços municipalizados, os transportes e as escolas foram os principais sectores da região afectados com a greve geral de ontem, convocada pela CGTP. 

No distrito, os serviços municipalizados de três autarquias estiveram parados, registando uma adesão de 100 por cento dos trabalhadores: os serviços das autarquias de Almada, Palmela e Seixal pararam por completo. Ao nível da recolha de lixo, a adesão à greve dos trabalhadores das áreas operacionais dos municípios foi total em Setúbal, Almada, Seixal, Alcochete e Moita. A greve geral também afectou o sector dos transportes, registando-se, inclusive, um caso de vandalismo na linha do Sado, em Setúbal.

Esta linha esteve interrompida durante a manhã, porque as mangueiras que alimentam os travões dos comboios foram cortadas durante a noite na estação do Barreiro, o que impediu a circulação, disse fonte da empresa. “Não foi possível realizar os serviços mínimos previstos para esta manhã [ontem]”, explicou a porta-voz da empresa, Ana Portela, adiantando que a CP está a averiguar a situação. Já a circulação de comboios da Fertagus, que fazem a circulação entre o Norte e o Sul do Tejo, esteve interrompida durante as 07 e as 08h30, mas devido a uma avaria na catenária, disse fonte da empresa.

Fonte: Diário da Região

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Prolongada greve dos trabalhadores da estiva provoca aumento de mercadorias nos cais

Não se vislumbra qualquer “luz ao fundo do túnel” para o final da greve nacional dos estivadores. Com um período de greve em curso, até depois de amanhã, o Sindicato do sector já avançou com mais dois pré-aviso de greve, que se prolongarão quase até ao final do corrente mês. Na base da reivindicação estão as contestadas alterações ao regime jurídico do trabalho portuário.

Pré-avisos de greves atrás uns dos outros. Apesar de mais uma greve em curso (termina depois de amanhã), os estivadores de Setúbal já apresentaram mais dois pré-avisos de greve, com a greve geral pelo meio (dia 14).

De acordo com informação do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e do Sul, a data dos novos pré-avisos de greve são as seguintes: De 7 a 9 de Novembro, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas; De dia 10 a 14, a greve alarga-se às 24 horas, incluindo a adesão à greve geral agendada para dia 14, quarta-feira.

Entre o dia 15 e 21 de Novembro, o período da greve está balizado entre as 17 e as 20 horas e as 21 e a 1 hora.

Hoje, como há quase três meses, os estivadores de Setúbal, à semelhança do que acontece na esmagadora maioria dos portos nacionais, continuam em greve faseada, provocando um crescente depósito de cargas em cima dos cais e um já incalculável prejuízo para as empresas importadoras/exportadoras que transaccionam essas mercadorias.

Os períodos de greve, levados a cabo desde meados de Agosto, estão directamente relacionados com as alterações ao regime jurídico, em virtude da recusa da Secretaria dos Transportes em estabelecer o diálogo com que se comprometeu com as organizações sindicais portuárias, as quais representam mais de 80 por cento do actual contingente efectivo dos portos nacionais, no sentido da obtenção de consensos na concepção e reformulação das alterações pré-enunciadas sobre o actual regime jurídico do trabalho portuário.

“Continuamos sem qualquer tipo de discussão formal com as associações sindicais”, acusa a Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários, que desconfia que o governo pretenderá fazer “uma liberalização encapotada” do sector portuário.

No passado dia 31, cerca de duas centenas de estivadores dos portos de Setúbal, Sines, Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz, Leixões e Viana do Castelo concentraram-se em frente do Parlamento, no dia da discussão na generalidade do Orçamento de Estado, manifestando o seu profundo desagrado pela situação que os conduziu a este prolongado período de greve.

Há pouco mais de duas semanas, a delegação sadina do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul, lançou um manifesto à população de Setúbal explicando os motivos desta greve, faseada, no sector portuário, que se verifica desde meados de Agosto, e ainda sem fim à vista.

Esta delegação da estrutura sindical representa cerca de seis dezenas de trabalhadores efectivos da estiva, sendo que no sector portuário setubalense trabalham, a título precário, logo sem qualquer ligação sindical, quase duzentas pessoas.

A aprovação em Conselho de Ministros, por parte do Governo, de uma nova lei para o sector portuário, foi o início de tudo. “Ao permitir tal situação, seria pactuar com o despedimento de mais de metade dos actuais profissionais portuários, já em número extremamente reduzido, e com a consequente substituição por mão-de-obra precária, já há largos anos utilizada neste porto,” elucidou ao nosso jornal Carlos Silva, responsável administrativo do Sindicato dos Estivadores de Setúbal.

Fonte: O Setubalense

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Queixas-crime contra médicos estão a aumentar em Setúbal

Cerca de 50 advogados e médicos da região participaram quarta-feira na segunda sessão do sétimo Curso Médico-Legal, em Setúbal, sob o tema da Responsabilidade Médica. 

De acordo com a Ordem dos Médicos (OM), houve um aumento significativo das queixas contra médicos, nos últimos anos, mas “apenas entre três a cinco por cento das queixas-crime chegam a julgamento”. “Há cada vez mais queixas à Ordem dos Médicos, um número que cresce extraordinariamente para uma estrutura que não está habituada a isto”, refere Paulo Sancho, consultor jurídico da OM. O processo crime é a via mais corrente a que recorrem os doentes, mas Paulo Sancho salienta que se tratam de “processos morosos, que chegam a levar entre cinco a oito anos até à decisão do julgamento”. 

Além disso, são poucos os processos que passam da fase de inquérito, sendo que “em cada 100 processos apenas entre três a cinco chegam a julgamento”.

Fonte: Diário da Região

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Crise: Saiba onde se realizam as 30 manifestações de amanhã

Saiba onde se realizam as 30 manifestações de amanhã
"Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" é o mote que promete juntar milhares de pessoas em mais de 30 cidades contra a austeridade. O protesto ameça passar fronteiras e está marcado também no Brasil, Inglaterra, Alemanha e França. Quase 50 mil pessoas já aderiram ao evento no Facebook, só em Lisboa. Conheça aqui onde vão acontecer as manifestações amanhã à tarde.

As manifestações têm estado a ser convocadas via Facebook. Clique nas cidades para ver o evento na rede social. Saiba AQUI mais informações no blogue da organização.

Lisboa: Praça José Fontana às 17h
Porto : Avenida dos Aliados às 17h
Portimão: em frente à Câmara Municipal às 16h
Viseu: Rossio às 17h
Aveiro: Rua Carlos Aleluia às 17h
Guarda: Praça Luís de Camões às 17h
Braga: Avenida Central às 15h
Coimbra: Praça da República às 17h
Loulé: Mercado de Loulé às 17h
Vila Real : junto à Câmara Municipal às 17h
Covilhã: Pelourinho às 17h
Marinha Grande: Parque da Cerca às 17h
Moncorvo: Torre de Moncorvo - Largo da Corredoura às 17h
Leiria : Fonte Luminosa às 15h
Caldas da Rainha: Largo da Câmara (em frente ao tribunal) às 15h
Faro: Largo da Pontinha às 17h
Portalegre: Praça da República às 17h
Castelo Branco: em frente à Câmara Municipal às 17h
Beja: Praça da República às 17h
Figueira da Foz: em frente à Câmara Municipal às 15h
Santarém: em frente ao W Shopping às 17h
Évora: Praça do Giraldo às 17h
Lamego: Monumento ao Soldado Desconhecido "Chico do Pinto"às 17h
Mogadouro: Parque da Vila às 17h
Peniche: Praça Jacob Rodrigues Pereira às 17h
Santa Maria da Feira: em frente à Câmara Municipal às 17h
Setúbal : Praça do Bocage (em frente ao município) às 17h
Sines : Rossio às 17h
Nisa: Praça da República (junto à Biblioteca) às 17h
Ponta Delgada: Portas da Cidade às 16h
Funchal : Praceta do Infante às 17h
Berlim (Alemanha): Zimmerstrasse, número 56
Fortaleza (Brasil): Rua Desembargador Leite Albuquerque, 635 Sala 402
Londres (Inglaterra): Embaixada Portuguesa (11 Belgrave Square London)
Paris (França): Embaixada de Portugal (3 Rue de Noisiel)
Nos EUA e Canadá não haverá uma manifestação presencial, mas cada um é convidado no evento a fazer cartazes de indignação e fotografias e colocar durante o dia de amanhã no Facebook.

Fonte: DN.PT

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Empresa CNE, no Parque da Sapec, em processo de insolvência

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Meia centena de trabalhadores receia futuro e manifestaram-se na câmara e praça de Bocage.

Meia centena de trabalhadores da CNE, empresa de cimentos localizada no parque industrial da Sapec, manifestaram-se, anteontem, na praça de Bocage, em defesa dos seus postos de trabalho, face ao processo de insolvência por que passa aquela unidade industrial, empresa do grupo SLN do BPN.

Cerca de meia centena de trabalhadores da empresa CNE – Cimentos Nacionais e Estrangeiros, SA, há 7 anos a laborar no Parque Industrial da Sapec, estão bastante apreensivos quanto ao futuro. Tudo por que o administrador de insolvência da empresa mando-os 15 dias para casa. Os trabalhadores receiam já não regressar.

Na tarde de anteontem, alguns trabalhadores manifestaram-se na praça de Bocage, enquanto uma comitiva foi recebida na Câmara Municipal de Setúbal. Luís Leitão, coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal (USS) liderou essa comitiva, também composta por José Manuel (Sindicatos das Cerâmicas) e Paulo Graça (delegado sindical).

“A CNE é empresa do grupo SLN, sendo o BPN um dos seus maiores credores. Há 7 anos, este foi considerado Projecto de Interesse Nacional (PIN) para o distrito de Setúbal, mas, devido a erros de gestão, a CNE encontra-se em insolvência”, explicou Luís Leitão.

Para o coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal, “só as más políticas dos sucessivos governos podem explicar que se atribuam milhões a uma empresa de interesse nacional por um prazo de 7 anos…”, lembrando que a empresa está parada há uma semana, que o stock terá já sido retirado, não se sabendo sequer se voltará a laborar.

Em Setembro de 2010 a empresa entrou num processo de insolvência, tendo sido aprovado um plano de viabilização pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos. Entretanto, foi nomeado um administrador de insolvência, o qual, segundo o Sindicato das Indústrias de Cerâmica, mandou os trabalhadores para casa durante 15 dias.

Segundo o coordenador da USS, a actual situação da empresa (insolvência) “deve-se a erros de gestão”. “Viemos à Câmara informar como os dinheiros públicos estão sendo mal geridos”, frisou Luís Leitão, que apelou ao avanço efectivo do plano de viabilização encabeçado pela Caixa Geral de Depósitos.

Coube ao vereador Manuel Pisco receber esta comitiva, ao início da tarde de anteontem, nos Paços do Concelho. No final, o autarca prometeu uma possível “intervenção que ajude estes trabalhadores”, referindo que “qualquer empresa que encerre no concelho, independentemente da sua dimensão, é sempre motivo de grande preocupação.”

O autarca disse que “importa verificar os fundos públicos envolvidos neste investimento, quais os credores interessados na viabilização e perceber qual a sua disponibilidade para a continuação da laboração da empresa.”

Para o autarca e apesar do processo de insolvência em curso, o ramo de negócio em causa (cimentos) “está longe de estar falido”, recordando a capacidade de exportação e “os parceiros economicamente fortes.”

Fonte: O Setubalense

terça-feira, 1 de maio de 2012

Uma manifestação com troca de insultos pedras lançadas em Setúbal

Troca de insultos pedras lançadas em Setúbal
Uma manifestação de cerca de 200 jovens supostamente do grupo dos 'indignados' entrou em conflito, hoje em Setúbal, com meia centena de manifestantes do partido de extrema-direita PNR. Houve troca de insultos e pedras lançadas, mas não se registaram vítimas ou detenções.

O incidente ocorreu no início da tarde quando os 200 jovens, concentrados junto ao monumento à Resistência Antifascista, na Avenida Luísa Todi, se cruzaram com um pequeno grupo do PNR que se dirigia para o Largo do Bocage.

Os dois grupos começaram a trocar insultos, com alguns elementos mais exaltados dos 'indignados' a atirarem pedras ao outro grupo. Tentativas de agressão que acabaram por não ter qualquer efeito real. O incidente acabou em poucos minutos, sem que a polícia chegasse sequer a intervir.

Fonte: DN.PT

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Manifestação pela defesa do Serviço Nacional de Saúde vai amanhã ligar as praças do Brasil à de Bocage

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Em nome da defesa do Serviço Nacional de Saúde, a União dos Sindicato de Setúbal (USS) e o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) promovem, amanhã à tarde, uma manifestação que ligará as praças do Brasil à de Bocage.

“Esta acção pretende denunciar o que têm sido os cortes cegos impostos pelas medidas da troika e que têm levado à degradação do Serviço Nacional de Saúde,” começou por dizer o dirigente da União dos Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão.

Falando aos jornalistas, anteontem nas instalações da USS, aquele dirigente frisou as “medidas que visam prejudicar os utentes, caso do aumento das taxas moderadoras, preço dos medicamentos ou o fim do apoio ao transporte de doentes não urgentes.”

Para a manifestação da tarde de amanhã, com concentração agendada para as 15.30 horas, na praça do Brasil, a organização anuncia, para além da população que entenda manifestar-se, a presença de agentes de diversos sectores da saúde (médicos, enfermeiros e auxiliares dos hospitais), bem como cinco corporações de bombeiros da península de Setúbal.

Diga-se que esta acção de amanhã é destinada à península de Setúbal. Em Grândola, acontecerá outra manifestação, para o sul do distrito. Mas outras manifestações estão agendadas para esta mesma tarde, noutros pontos do país.

Luísa Ramos, do grupo permanente da direcção nacional do MUSP, considerou haver um “ataque” à saúde dos portugueses, devido “aos sucessivos governos terem sub-financiado o Serviço Nacional de Saúde”, ou seja, explicou, “foram canalizando o apoio ao sector da saúde para as parcerias público-privadas e aos grupos económicos, tornando a saúde uma apetência para o negócio.”

Aquela dirigente do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos exaltou as populações a “denunciar o encerramento dos serviços de proximidade (centros de saúde e SAP´s), o que motiva o recurso às urgências hospitalares, e ao desleixo dos cuidados primários de saúde.”

A pretensão governamental de encerrar, ou reestruturar, as urgências polivalentes durante a noite no Hospital Garcia de Orta, em Almada, foi bastante criticada por Luísa Ramos, que alertou para o risco de existência de dois tipos de saúde, “em que os ricos vão para os privados e para os seguros de saúde, enquanto os pobres têm um cuidado mínimo neste direito conquistado pelo 25 de Abril.”

OUTÃO Luís Leitão, da União dos Sindicatos, abordou o Hospital do Outão. “Esperemos que os interesses imobiliários que estão por detrás do encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, não se repita aqui no Outão.” Instado sobre se sabe algo mais sobre essa matéria, o dirigente sindical disse não ter “nada de concreto”, mas lembrou que “desde há algum tempo se fala que aquilo pode dar uma bela instância de férias, e de frente para Tróia, onde estão Belmiro e Amorim…”

Fonte: O Setubalense

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jovens bloquistas do distrito de Setúbal pintam mural contra o ACTA

No dia da manifestação internacional contra o Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA), as/os jovens do Bloco de Esquerda pintaram um mural de 18 m2 junto ao Instituto Politécnico de Setúbal, em defesa da liberdade de expressão, pelo livre acesso à internet e contra o fim dos medicamentos genéricos.

Segundo o Bloco, "as/os jovens do distrito repudiam o acordo multilateral que pretende instalar um verdadeiro "big brother" na Europa, em que as empresas operadoras de comunicações poderão vigiar e investigar todo o histórico das/os utilizadoras/es de internet, downloads e partilhas que efectuam ou, mesmo, citações que façam".

"Se entrar em vigor, um cidadão ou uma cidadã que efectue qualquer actividade na internet considerada "antipolítica governamental" perderá a sua privacidade e todos os direitos de protecção de dados serão delapidados. Recorde-se que este acordo prevê, igualmente, a verificação na bagagem pessoal dos viajantes dos aeroportos se o computador ou telemóvel contêm ficheiros que não tenham pago direitos de autor", aponta o BE.

Este partido reclama que "o que o ACTA propõe é que qualquer pessoa que usufrua, de forma livre e gratuita, de qualquer tipo de informação protegida por direitos de autor na internet, seja criminalmente punido, sendo que a denúncia das/os utilizadoras/es é feita pelos próprios operadores privados de comunicações, num verdadeiro atentado à liberdade e à democracia".

Alemanha, Chipre, Estónia, Holanda, Letónia, Polónia e República Checa já anunciaram a suspensão da ratificação do Acordo Comercial AntiContrafacção, sendo que a Eslováquia, que igualmente suspendeu este processo, convocou um debate público sobre a sua adessão ao ACTA.

@s jovens do BE no distrito de Setúbal contestam, assim, o processo de censura que o ACTA pretende impor e reclamam ainda o acesso a medicamentos legais que salvam vidas a preços acessíveis. 'Não deixes que te esmaguem os direitos' foi o mote do mural.

Fonte: Jornal do Barreiro


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Processo de insolvência em curso no antigo matadouro

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Assim, de repente, surgiu um processo de insolvência. Os trabalhadores do antigo matadouro de Setúbal, gerido pela empresa ‘Mundo Grato’, depararam-se com cadeados no portão das instalações, sitas na estrada da Graça, quando ontem se aprestavam para entrar ao serviço. O sindicato e a câmara municipal compareceram no local para apoiar os trabalhadores.

Processo de insolvência anunciado pela empresa “Mundo Grato” que geria o antigo matadouro de Setúbal. O pior dos receios acabou por se confirmar, já ao início da tarde de ontem, quando o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e da Indústria de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab/Fesaht), foi recebido no gabinete da gerência do antigo matadouro de Setúbal.

“O gerente (italiano) que nos recebeu revelou não ser o responsável pela empresa ‘Mundo Grato’, também com gerência de um sócio seu, italiano, que entretanto está incontactável e fora de Portugal, mas deixou-nos a informação de estar em curso um processo de insolvência, a ser tratado por um advogado contratado pela empresa Mundo Grato”, explicou a «O Setubalense» o sindicalista Rui Matias.

Ainda na tarde de ontem, o sindicalista do SINTAB procurava tratar, conjuntamente com o respectivo departamento jurídico, “o processo de suspensão dos contratos de trabalhos, com vista ao Fundo de Garantia Salarial”, anunciou Rui Matias, que adiantou que, na manhã de hoje (sexta-feira), “vamos voltar a marcar presença na entrada da fábrica.”

Duas dezenas de trabalhadores do antigo matadouro, empresa que deve dois meses de ordenado aos seus trabalhadores - permaneceram, durante o dia de ontem, junto à portaria daquela unidade, na tentativa de lutarem pelos seus direitos, apoiados pelas presenças, quer do sindicato do sector, da câmara municipal, quer ainda pela Autoridade para as Condições de Trabalho.

“Esta empresa continua a ter viabilidade, trabalho não nos falta, mas acaba por estar entregue a estes italianos que, pelos vistos, têm outros interesses na manga,” desabafou, visivelmente revoltado, um dos mais antigos trabalhadores, com 33 anos de casa.

Informada da situação por via do SINTAP, a câmara municipal esteve presente na manhã de ontem, na portaria do antigo matadouro. A vereadora Carla Guerreiro justificou ao nosso jornal que o município tem uma participação, de 1 por cento, na Sociedade Industrial de Carnes da Arrábida (SICA) que deu lugar à sociedade Mundo Grato, em Fevereiro último.

Dizendo-se representante do município nesta empresa, a autarca lembrou uma assembleia-geral, na qual foi proposta a dissolução da SICA, com o nosso voto contra, por entender a câmara “tratar-se de uma empresa que serve o concelho e a região, que é de interesse público e com capacidades para laborar.”

CASO Dina Santos trabalha há 18 anos nesta empresa. Também ela com o “coração nas mãos” pelo futuro, evidenciou-se ontem, junto à portaria do antigo matadouro, e com o estuário do Sado no horizonte, o contrato de trabalho celebrado, em 28 de Fevereiro de 2011 com a empresa ‘Mundo Grato’.

“É como pode ver! Esta empresa (Mundo Grato), gerida por italianos, sucedeu à Sociedade Industrial de Carnes da Arrábida, empresa que introduziu obras de remodelação no matadouro,” referiu Dina Santos, que foi informada deste desfecho, ao final da tarde de anteontem (quarta-feira), através de uma comunicação escrita aos trabalhadores, a qual informa que “a partir desta data ocorre o encerramento total e definitivo da sociedade Mundo Grato Unipessoal.”

ACTIVIDADE O antigo matadouro municipal procede ao abate, e consequente tratamento das carnes, de animais considerados de grande porte, caso dos bovinos, ovinos e suínos. Às instalações sitas na estrada da Graça chegam animais provenientes de explorações do distrito de Setúbal, bem como do Alto Alentejo e da região de Lisboa. Dos 33 antigos trabalhadores, alguns destes encontram-se em situação de baixa médica.

Fonte: O Setubalense

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Insustentável Dureza dos Números

A INSUSTENTÁVEL DUREZA DOS NÚMEROS<br>
Por Armando Sousa Teixeira<br>
Barreiro

- A luta vai para a rua com a CGTP ! A UGT tergiversa, como sempre !
Assim é que se vê !…

- Protestar faz bem, diz Vanzeller ! Não permitiremos tumultos, ameaça
Coelho, temeroso !
Lá estaremos no dia 1 de Outubro, se Deus quiser !

A INSUSTENTÁVEL DUREZA DOS NÚMEROS

- Os juros da dívida sobem! A Grécia incumpre! Muitos portugueses mal 
comem !… 

- A inflação desce ! Os rendimentos ainda descem mais ! O desemprego
cresce !

- As taxas Euribor param de subir ! As prestações dos empréstimos não !
Muitas famílias perdem o tecto para dormir.

- A bolsa cai ! O bolso esvazia-se ! Para onde é que isto vai ?…

- O IVA aumenta ! A recessão económica também. O povo não aguenta !

- O ministro da Economia fala “tecnocratês” ! O PS finge que não percebe !?… O salário não chega ao meio do mês !

- A luta vai para a rua com a CGTP ! A UGT tergiversa, como sempre !
Assim é que se vê !…

- Protestar faz bem, diz Vanzeller ! Não permitiremos tumultos, ameaça
Coelho, temeroso !
Lá estaremos no dia 1 de Outubro, se Deus quiser !

AS CENAS DO NOSSO (DES)CONTENTAMENTO

- A Líbia foi “libertada” pela NATO !
Lançámos um terço das bombas, queremos um terço do petróleo, diz a
França de Sarkozy !
Continuam a bombardear por contrato !
Não ! É em defesa dos líbios … E a gente ( para não chorar ) ri !

- Milhares de egípcios assaltam a embaixada de Israel !
A Primavera árabe estará a radicalizar-se?!...
Assim não vale ! - comunica Obama, sempre sem papel.
Só falta a independência da Palestina concretizar-se !

- Os taliban atacam em Kabul !
É a derrota , em mais uma guerra colonial !
A NATO e os USA, viram-se para a Líbia, a Sul !
Que vergonha (e que revolta !) o envolvimento de Portugal.

- Para os caloteiros da Europa, bandeira a meio-pau !
A Grande Alemanha capitalista é fundamental !…
Os povos e as nações, esmagados, pagam o patau. 
Nem Hitler com a II Guerra Mundial (e 50 milhões de mortos!) conseguiu tal !
Armando Sousa Teixeira (Barreiro)

Fonte: Rostos.PT

domingo, 11 de setembro de 2011

Marcha de protesto: Agricultores exigem “medida de excepção” para retomar actividade nas vinhas

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Uma marcha lenta de protesto teve lugar na Quinta-Feira, entre Poceirão e Palmela, com cerca de 60 agricultores que exigem que o governo crie uma medida compensatória de excepção para ressarcir os produtores de uva da região dos prejuízos que tiveram esta época, sendo que, nalguns casos, a perda foi total.

Cerca de 60 agricultores participaram, ontem de manhã, numa marcha de protesto, entre Poceirão e Palmela, com os seus tractores, camionetas e tinas vazias para mostrar que “não têm vindimas para fazer”, revela Joaquim Caçoete, presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal.

O protesto teve como objectivo pedir apoio à autarquia para interceder perante as entidades competentes, como o Ministério da Agricultura e o Parlamento Europeu, para criar medidas de apoio urgentes, de forma a repor a capacidade produtiva perdida.

Em causa estão prejuízos nas vinhas, devido a uma quebra de produção na ordem dos 80 por cento, fruto de diversos problemas que têm fustigado, nas últimas épocas, as vinhas da região, desde a queima da uva, em 2010, “por causa do sol que veio muito cedo e que causou uma quebra de cerca de 60 por cento”; até às pragas e doenças que fustigaram as explorações este ano, com maior incidência do míldio. Esta “calamidade”, segundo Joaquim Caçoete, causou, esta época, perdas de cem por cento nalgumas explorações.

A presidente da Câmara Municipal de Palmela, que recebeu, ontem, os agricultores, “mostrou-se disponível para interceder junto das entidades competentes, para concederem apoios compensatórios aos produtores” revela o responsável, que explica a urgência destas ajudas. “A época de 2011 está comprometida e é preciso verbas para retomar a actividade e preparar a próxima época, que começa já em Outubro, com as podas”, refere, concluindo que, se o apoio surgir, será possível “daqui a um ano, ter uma época em pleno”.

Quanto às declarações feitas pela ministra da Agricultura, que considerava ser necessário um relatório sobre os prejuízos, para avaliar a situação, o responsável revela que a recente avaliação feita pela Direcção Regional Agricultura e Pescas Lisboa e Vale do Tejo às explorações do concelho de Palmela “pode servir de base para a ministra equacionar as medidas a implementar”.

Recorde-se que Assunção Cristas disse que “há um apoio que está em aberto para os agricultores, uma linha de crédito de 50 milhões de euros, da qual apenas 6,5 milhões de euros foram gastos, e há uma parte que pode ser coberta pelos seguros, pelo regime do SIPAC, no que tem a ver com as chuvas torrenciais” adiantando que “a questão do míldio é mais difícil, porque não é coberta pelo SIPAC (Sistema Integrado Contra Aleatoridades Climáticas), mas vamos ver o que pode ser feito. É preciso esperar pela avaliação final”.

Por seu lado, o dirigente associativo alega que a linha de crédito disponível, com mais de 40 milhões de euros, não é atractiva para os agricultores, dados os custos de processo e os juros. Assim, Joaquim Caçoete considera que é necessário criar outra medida de excepção, “a fundo perdido ou sem juros”.

Fonte: O Setubalense