Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O Setubalense José Mourinho é o 3º melhor treinador do séc. XXI
O técnico português e Setubalense, foi superado por Alex Ferguson e Arsène Wenger.
José Mourinho foi considerado pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) como o terceiro melhor treinador do século XXI.
O técnico português foi apenas superado pelo escocês Alex Ferguson e pelo francês Arsène Wenger, que comanda Manchester United e Arsenal, respetivamente.
A classificação é ditada por uma ponderação das votações feitas anualmente pelo organismo, sendo que Pep Guardiola, vencedor de 13 títulos em cerca de quatro anos como treinador, nem chega a figurar no top-10.
Ranking:
1. Alex Ferguson (Escócia), 166
2. Arsène Wenger (França), 165
3. José Mourinho (Portugal), 154
4. Fabio Capello (Itália), 135
5. Guus Hiddink (Holanda), 112
6. Carlo Ancelotti (Itália), 108
7. Vicente del Bosque (Espanha), 104
8. Marcelo Bielsa (Argetnina), 101
9. Luiz Felipe Scolari (Brasil), 101
10. Rafa Benitez (Espanha), 97
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Zeca Afonso: Memórias de uma aula no Liceu de Setúbal

Um Bom Amigo fez-me chegar esta preciosidade.
Aí vai para que se recordem que no nosso País, sempre existiram (existem) homens (mulheres) corajosos (sérios).
4 de Outubro de 1967 (Quarta-feira)
Segundo dia de aulas. Continua o desassossego, com o pessoal a trocar beijos, abraços e confidências, depois desta longa separação que foram 3 meses e meio de férias. Estávamos todos fartos do verão, com saudades uns dos outros. A sala é a mesma do ano passado, no 1º andar e cheirava a nova, tudo encerado e polido, apesar do material já ser mais do que velho. Somos o 7.º A (hoje seria o 12ª) e como não chumbou nem veio ninguém de novo, a pauta é exactamente igual à do ano passado. Eu sou o n.º 34, e fico sentada na segunda fila, do lado da janela, cá atrás, que é o lugar dos mais altos.
Hoje tivemos, pela primeira vez, Organização Política e apareceu-nos um professor novo, acho que é a primeira vez que dá aulas em Setúbal, dizem que veio corrido de um liceu de Coimbra, por causa da política.
Já ontem se falava à boca cheia dele, havia malta muito excitada e contente porque dizem que ele é um fadista afamado. Tenho realmente uma vaga ideia de ouvir o meu tio Diamantino falar dele, mas já não sei se foi por causa da cantoria se por causa da política. A Inês contou que ouviu o pai comentar, em casa, que o homem é todo revolucionário, arranja sarilhos por todo o lado onde passa. Ela diz que ele já esteve preso por causa da política, é capaz de ser comunista. Diferente dos outros professores, é de certeza. Quando entrou na sala, já tinha dado o segundo toque, estava quase no limite da falta. Entrou por ali a dentro, todo despenteado, com uma gabardine na mão e enquanto a atirava para cima da secretária, perguntou-nos:
- Vocês são o 7.º A, não são? Desculpem o atraso mas enganei-me e fui parar a outra sala. Não faz mal. Se vocês chegarem atrasados também não vos vou chatear Tinha um ar simpático, ligeiro, um visual que não se enquadrava nada com a imagem de todos os outros professores. Deu para perceber que as primeiras palavras, aliadas à postura solta e descontraída, começavam a cativar toda a gente. A Carolina virou-se para trás e disse-me que já o tinha visto na televisão, a cantar Fado de Coimbra. Realmente o rosto não me era estranho. É alto, feições correctas, embora os dentes não sejam um modelo de perfeição e é bem parecido, digamos que um homem interessante para se olhar. O Artur soprou-me que ele deve ter uns 36 anos e acho que sim, nota-se que já é velho. Depois das primeiras palavras, sentou-se na secretária, abriu o livro de ponto, rabiscou o que tinha a escrever e ficou uns cinco minutos, em silêncio, a olhar o pátio vazio, através das janelas da sala, impecavelmente limpas.
Enquanto ele estava nesta espécie de marasmo nós começámos a bichanar uns com os outros, cada um emitindo a sua opinião, fazendo conjecturas. Às tantas, o bichanar foi subindo de tom e já era uma algazarra tão grande que parece tê-lo acordado. Outro qualquer professor já nos teria pregado um raspanete, coberto de ameaças, mas ele não disse nada, como se não tivesse ouvido ou, melhor, não se importasse. Aliás, aposto que nem nos ouviu. O ar dele, enquanto esteve ausente, era tão distante que mais parecia ter-se, efectivamente, evadido da sala. Quando recomeçou a falar connosco, em pé, em cima do estrado, já tinha ganho o primeiro round de simpatia.
Depois, veio o mais surpreendente:
- Bem, eu sou o vosso novo professor de Organização Política, mas devo dizer-vos que não percebo nada disto. Vocês já deram isto o ano passado, não foi? Então sabem, de certeza, mais que eu. (Gargalhada geral).
- Podem rir porque é verdade. Eu não percebo nada disto, as minhas disciplinas, aquelas em que me formei, são História e Filosofia, não tenho culpa que me tivessem posto aqui, tipo castigo, para dar uma matéria que não conheço, nem me interessa. Podia estudar para vir aqui desbobinar, tipo papagaio, mas não estou para isso. Não entro em palhaçadas.
Voltámos a rir, numa sonora gargalhada, tipo coro afinado, mas ele ficou impávido e sereno. Continuava a mostrar um semblante discreto, calmo, simpático.
- Pois é, não vou sobrecarregar a minha massa cinzenta com coisas absolutamente inúteis e falsas. Tudo isto é uma fantochada sem interesse. Não vou perder um minuto do meu estudo com esta porcaria.
Começámos a olhar uns para outros, espantados; nunca na vida nos tinha passado pela frente um professor com tamanha ousadia.
- Eu estudaria, isso sim, uma Organização Política que funcionasse, como noutros países acontece, não é esta fantochada que não passa de pura teoria. Na prática não existe, é uma Constituição carregada de falsidade. Portugal vive numa democracia de fachada, este regime que nos governa é uma ditadura desumana e cruel.
Não se ouvia uma mosca na sala. Os rostos tinham deixado cair o sorriso e estavam agora absolutamente atónitos, vidrados no rosto e nas palavras daquele homem ímpar. O que ele nos estava a dizer é o que ouvimos comentar, todos os dias, aos nossos pais, mas sempre com as devidas recomendações para não o repetirmos na rua porque nunca se sabe quem ouve. A Pide persegue toda a gente como uma nuvem de fumo branco, que se sente mas não se apalpa.
- Repito: eu não percebo nada desta disciplina que vos venho leccionar, nem quero perceber. Estou-me nas tintas para esta porcaria. Mas, atenção, vocês é outra coisa. Vocês vão ter que estudar porque, no final do ano, vão ter que fazer exame para concluírem o vosso 7.º ano e poderem entrar na Faculdade. Isso, vocês tem que fazer. Estudar.
Para serem homens e mulheres cultos para poderem combater, cada um onde estiver, esta ditadura infame que está a destruir a vossa pátria e a dos vossos filhos. Vocês são o amanhã e são vocês que têm que lutar por um novo país.
Não vão precisar de mim para estudar esta materiazinha de chacha, basta estudarem umas horas e empinam isto num instante. Isto não vale nada. Eu venho dar aulas, preciso de vir, preciso de ganhar a vida, mas as minhas aulas vão ser aulas de cultura e política geral. Vão ficar a saber que há países onde existem regimes diferentes deste, que nos oprime, países onde há liberdade de pensamento e de expressão, educação para todos, cuidados de saúde que não são apenas para os privilegiados, enfim, outras coisas que a seu tempo vos ensinarei.
Percebem? Nós temos que aprender a não ser autómatos, a pensar pela nossa cabeça. O Salazar quer fazer de vocês, a juventude deste país, carneiros, mas eu não vou deixar que os meus alunos o sejam. Vou abrir-lhes a porta do conhecimento, da cultura e da verdade. Vou ensinar-lhes que, além fronteiras, há outros mundos e outras hipóteses de vida, que não se configuram a esta ditadura de miséria social e cultural.
Outra coisa: vou ter que vos dar um ponto por período porque vocês têm que ter notas para ir a exame. O ponto que farei será com perguntas do vosso livro que terão que ter a paciência de estudar. A matéria é uma falsidade do princípio ao fim, mas não há volta a dar, para atingirem os vossos mais altos objectivos. Têm que estudar. Se quiserem copiar é com vocês, não vou andar, feita toupeira, a fiscalizá-los, se quiserem trazer o livro e copiar, é uma decisão vossa, no entanto acho que devem começar a endireitar este país no sentido da honestidade, sim porque o nosso país é um país de bufos, de corruptos e de vigaristas.
Não falo de vocês, jovens, falo dos homens da minha idade e mais velhos, em qualquer quadrante da sociedade. Nós temos sempre que mostrar o que somos, temos que ser dignos connosco para sermos dignos com os outros. Por isso, acho que não devem copiar. Há que criar princípios de honestidade e isso começa em vocês, os futuros homens e mulheres de Portugal. Não concordam?
Bem, por hoje é tudo, podem sair. Vemo-nos na próxima aula.
Espantoso. Quando ele terminou estava tudo lívido, sem palavras. Que fenómeno é este que aterrou em Setúbal?
Já me esquecia de escrever. Esta ave rara, o nosso professor de Organização Política, chama-se Zeca Afonso.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Cultura: 50 anos do Museu de Setúbal Evoca os antecedentes e prepara o futuro do vasto património histórico do Concelho
A exposição comemorativa dos 50 anos do Museu de Setúbal/Convento de Jesus, com objetos de coleções do acervo, nomeadamente uma peça que terá pertencido à cantora Luísa Todi, foi inaugurada ontem à tarde.
A abertura da mostra temporária, patente até 13 de novembro na sede da Aerset – Associação Empresarial da Região de Setúbal, na Avenida Luísa Todi, n.º 119, foi um dos pontos altos das comemorações do Dia da Cidade.
O trabalho desenvolvido em matéria de pesquisa, conservação e restauro, assim como alguns dos objetos do acervo do espaço museológico, que conta com mais de cinco mil peças catalogadas, são dados a conhecer ao público nesta exposição “que assinala as bodas de ouro do museu da cidade”, salientou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.
“São pedaços de uma história com 50 anos que evoca os antecedentes e prepara o futuro do vasto património histórico do Concelho”, sublinhou. “Pretendemos mostrar ao público a memória cultural e patrimonial da cidade”, sublinhou Maria das Dores Meira.
A exposição, que inclui quadros, peças de mobiliário, moedas, louça e documentos históricos, é composta por objetos que integraram as 400 exposições organizadas pelo Museu de Setúbal/Convento de Jesus no meio século de existência.
“A escolha dos objetos não foi ao acaso. São os mais representativos das sucessivas exposições do museu”, esclareceu Baptista Pereira, assessor para a área dos museus na Câmara Municipal, evidenciando uma das peças presentes na exposição. “Mostramos ao público pela primeira vez uma peça [uma cómoda/oratório ornamentada com elementos de rococó] que terá pertencido a descendentes de Luísa Todi”, frisou Baptista Pereira.
Este móvel multifuncional – uma das duas centenas de peças que foram doadas pela mesma pessoa e que se juntaram ao vasto acervo – é um dos atrativos da mostra “Museu de Setúbal/Convento de Jesus. 50 Anos (1961-2011)”, que pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 11h00 às 14h00 e das 15h00 às 19h00.
Fonte: Rostos.PT
Fonte: Rostos.PT
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Casa Bocage aberta ao público na próxima quinta-feira
Neste espaço museológico, situado na Rua Edmond Bartissol, pode ser visitada a mostra permanente de peças de arte, livros e documentos que retratam a figura e obra de Bocage, nascido a 15 de Setembro de 1765.
O horário habitual da Casa Bocage é de terça-feira a sábado, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, é retomado no dia seguinte.
Fonte: Jornal do Barreiro
Fonte: Jornal do Barreiro
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)